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Friday, 21-Jul-2006 06:23
LEONCE E LENA
Ensaios abertos de LEONCE E LENA

acontecem dias 26, 27 e 28 de julho


Antes da estréia da nova peça dirigida por Gabriel Villela, LEONCE E LENA - que está sendo montado no Projeto de Ocupação da Unidade Provisória SESC Avenida Paulista - estão programados ­três ensaios abertos ao público nos dias 26 e 27 de julho, quarta e quinta às 17 horas, e dia 28 de julho, sexta às 20h. Após as apresentações, haverá um debate com o elenco, o diretor Gabriel Villela, o cenógrafo J.C. Serroni e a tradutora Christine Rohrig. Ingressos a R$ 6,00; R$ 4,50 (usuário matriculado) e R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha.


SESC AVENIDA PAULISTA APRESENTA A ESTRÉIA
DE LEONCE E LENA, DIRIGIDO POR GABRIEL VILLELA







Fotos de João Caldas.

Diretor estréia segundo espetáculo de sua trilogia niilista. Depois da carreira bem-sucedida de Esperando Godot, Gabriel Villela lança mão de texto do alemão Karl Georg Buchner, em seu questionamento sobre o nada. A peça é resultado de três meses de trabalho, no Projeto de Ocupação oferecido pelo SESC. No Espaço Décimo Andar da UNIDADE PROVISÓRIA DO SESC AVENIDA PAULISTA.

Com estréia marcada para 4 de agosto, sexta-feira, às 20 horas (para convidados será na quinta, dia 3, às 20h), no Espaço Décimo Andar da UNIDADE PROVISÓRIA DO SESC AVENIDA PAULISTA, a comédia LEONCE E LENA, escrita em 1836 pelo dramaturgo alemão Karl Georg Büchner (1813-1837), é a segunda parte da trilogia niilista do diretor Gabriel Villela ¿ iniciada com Esperando Godot, de Samuel Beckett. A fim de completar o tríplice questionamento sobre o nada, Calígula, de Albert Camus, deve ser montada, até o final do ano que vem.

Apesar de ter morrido jovem, aos 23 anos, e de ter escrito apenas três peças (A Morte de Danton, Woyzeck e Leonce e Lena ¿ além de uma novela inacabada, Lenz), Büchner é reconhecido como um dos maiores dramaturgos alemães de todos os tempos e um dos precursores do teatro moderno. Para Gabriel Villela, ¿a obra de Büchner continua uma presença viva na cena teatral, de surpreendente atualidade, de tal forma nossa, do nosso tempo, que parece ter nascido do âmago dos nossos problemas humanos e estéticos¿.

O diretor continua: ¿É um tributo à sua genialidade que suas três peças, que iluminaram como um raio a cena teatral a partir do começo do século 20, conquistando repercussão universal, adquiram uma importância cada vez maior com o passar do tempo. Nelas já estão presentes os problemas sociais e existenciais do homem moderno em geral, por vezes apenas observados e retratados, por vezes acentuados e exaltados, ou então criticados e ironizados¿, comenta o diretor.

Elenco e sinopse

Depois de trabalhar com quatro ¿fúrias do teatro¿, de acordo com o próprio Villela, em referência a Bete Coelho, Vera Zimmermann, Lavínia Pannunzio e Magali Biff, em LEONCE E LENA Gabriel Villela investe em elenco formado por novos talentos, selecionados em audições, a partir de março deste ano. De um total de 650 currículos, 70 foram pré-selecionados para testes que incluíram canto, corpo, interpretação e prova escrita sobre pontos específicos da história do teatro. Desses, apenas 13 foram chamados ¿ atores vindos de diferentes escolas teatrais (de Marcio Aurelio, Antunes Filho e José Celso Martinez Corrêa).

Comédia que trata dos desencontros de um casamento arranjado, o espetáculo utiliza a forma de um gracioso minueto para contar a história de amor de um príncipe, Leonce, e de uma princesa, Lena, do reino Popô e do reino Pipi, que, entediados, encontram-se casualmente fora de seus reinos, apaixonam-se sem saber a condição de nobreza alheia e casam-se.

A ação da peça parodia o esquema usual da comédia. Após o matrimônio, a identidade dos dois jovens se desfaz quando, uma após outra, a máscara de suas faces lhes é tirada e eles se vêem na contingência de reconhecer que se casaram, como estava predestinado. A peça termina como comédia pela fuga para uma utopia de conto de fadas em que não há mais fome nem tédio. O universo do qual foram expulsos os calendários, os relógios e o inverno não pertence a esse mundo. O fato de o idílio ser necessariamente um sonho é revelador da realidade, só assim a comédia pode permanecer comédia. Mas, além da graça, também existe uma melodia de melancolia, cansaço e dor.

De acordo com Gabriel Villela, ¿atrás da história de amor entre o príncipe Leonce e a princesa Lena, o autor tece uma sátira da degradação do homem nas pequenas cidades alemãs com seu deslumbramento sereno. E escancara a condição de vida dos camponeses que mal conseguem ficar em pé por causa da fome, mas têm de fingir entusiasmo no casamento. O riso de Büchner permanece medonho, rindo da condição humana. Na verdade, a crítica social em Leonce e Lena não é a razão de ser, mas apenas uma parte do fatalismo que perpassa esta comédia que se pergunta sobre o sentido da vida¿. A peça tem como pano de fundo a crise do poder político imutável. Por meio de um conto de fadas, o objetivo de Büchner era fazer uma sátira da sociedade de sua época.

Figurino e cenografia em papelão

Assinado por JC Serroni, o cenário preenche quase todo o espaço do 10º andar do edifício localizado na avenida Paulista. Para passar a idéia do idílio sobre o nada e o esvaziamento do poder, o cenógrafo concebeu uma cenografia que reproduz uma cidade destruída pela guerra, como Bagdá, Cabul, Afeganistão. Para tanto, Serroni optou por usar o papelão para construir o cenário. Toda a área foi revestida com aproximadamente duas mil caixas de papelão descascado que foram montadas manualmente, num processo que consumiu mais de dois meses de trabalho. Confeccionados em caixas de papelão revestidas por tecidos de algodão, os figurinos seguem o conceito do cenário e são uma atração à parte.

Tradução de Christine Röhrig, direção de movimento de Ricardo Rizzo, Direção musical de Babaya, Preparação vocal de Marcelo Boffa, figurino de Gabriel Villela, cenografia de JC Serroni, Objetos de arte de Márcio Vinícius, o espetáculo foi concebido em quatro meses de ocupação do espaço, onde foram instalados ateliês de cenário, figurino e adereços, durante os quatro meses de processo de montagem.


Projeto de Ocupação e ensaios abertos

No Projeto Ocupação, o SESC Avenida Paulista recebe propostas teatrais que ganham forma no decorrer de sua realização, a partir da interação com o espaço e de atividades de fomento à criação do espetáculo final, incluindo a perspectiva de troca com o público, que precede a apresentação do trabalho acabado. Um dos objetivos é oferecer um espaço aberto para o diálogo e a pesquisa.

Assim, os espetáculos são concebidos no próprio espaço onde são apresentados. Isso significa que as soluções encontradas pelas equipes técnicas baseiam-se no contato direto com a arquitetura cênica que serve de suporte às montagens. Esta proposta de ocupação de espaço prevê uma série de atividades paralelas à criação dos espetáculos, como palestras, debates, workshops, leituras e ensaios abertos. Durante um período de aproximadamente quatro meses, elencos, diretores, cenógrafos e assistentes produzem o trabalho, que é levado ao público, investindo criativamente na utilização do ambiente cênico. Essa prática proporciona não apenas resultados mais orgânicos, mas uma maneira diferente da convencional no que se refere ao processo de criação teatral, dado que normalmente os grupos preparam suas montagens em salas de ensaio diferentes daquelas em que se apresentam posteriormente.

Durante a ocupação para a montagem de LEONCE E LENA foi realizada uma oficina de cenografia e antes da estréia da peça acontecem três ensaios abertos nos dias 26 e 27 de julho, quarta e quinta às 17 horas, e dia 28 de julho, sexta às 20h), seguidos de um debate com o elenco, o diretor Gabriel Villela, a tradutora Christine Rohrig e o cenógrafo JC Serroni - com ingressos a R$ 6,00; R$ 4,50 (usuário matriculado) e R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha. ¿Para a temporada da peça, investimos também na abertura de um horário vespertino ¿ quintas, às 17h - pensando em uma parte do público que não é atendida nas sessões tradicionais noturnas¿, afirma Elisa Saintive, gerente da Unidade Provisória SESC Avenida Paulista.

Para roteiro:

LEONCE E LENA ¿ Estréia dia 4 de agosto, sexta-feira, às 20 horas, na UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDADE PAULISTA ¿ Espaço Décimo andar. Texto ¿ Karl Georg Buchner. Tradução ¿ Christine Röhrig. Direção: Gabriel Villela. Elenco - Luiz Päetow (Príncipe Leonce), Ana Carolina Godoy (Princesa Lena, do Reino de Pipi), Luciana Carnielli (A ama do Reino de Pipi), Sérgio Módena (Valério, o bobo), Rodrigo Fregnan (Rei Peter, do Reino de Popô), Carlos Morelli (Fantasma da rainha, do Reino de Popô), Adriano Suto (Presidente, do Reino de Popô), Ando Camargo (Rosetta, amante do príncipe), Priscilla Carvalho (camareiro e figuras da corte do Reino de Pipi), Bruno Elisabetsky (músico). Atores convidados - Leonardo Diniz e Nábia Vilela. Diretores assistentes: Marcello Boffa, Gustavo Wabner. Direção de movimento: Ricardo Rizzo. Cenografia: JC Serroni. Direção musical: Babaya. Preparação vocal: Marcelo Boffa. Figurinos: Gabriel Villela. Objetos de arte: Márcio Vinícius. Bordados e assistente de figurinos: Maria do Carmo Soares. Costureira-mestra: Cleide Mezzacapa. Iluminação: Domingos Quintiliano. Fotos: João Caldas. Assessoria de Comunicação: Arteplural. Direção de produção: Cláudio Fontana. Produção executiva: Cacá Toledo. Produção: BF Produções. Patrocínio: CBMM. Realização: SESC ¿ SP.

Temporada - de 4 de agosto a 24 de setembro. Às quintas-feiras, 17h, sextas, sábados e domingos, 20h. Duração - 90 minutos. Atenção: Após o início da apresentação, não é permitida a entrada de espectadores. Duração: 90 minutos. Ingressos ¿ Quinta-feira ¿ R$ 15,00; R$ 10,0 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). Sexta-feira, sábado e domingo ¿ R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado). R$ 10,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). Atenção: Após o início da apresentação, não é permitida a entrada de espectadores.

UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDA PAULISTA ¿ Avenida Paulista, 119 ¿ Estação Brigadeiro ¿ Fone: (11) 3179-3700. Acesso para deficientes físicos. Bilheteria ¿ De terça a sexta das 9 às 22 horas e sábados, domingos e feriados das 10 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). Capacidade do Espaço Décimo andar ¿ 100 lugares. www.sescsp.org.br

Assessoria de Imprensa
ARTEPLURAL Comunicação
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